Monday, November 10, 2025

Nada Bindu Upanishad - português

 

Georgia O’Keeffe, Sem título - Abstração com círculo azul e linha, 1976-1977

Este é um Upanishad da categoria dos Yoga Upanishads e tem como objeto o estado meditativo profundo através da concentração no Nada, o som cósmico. Este manuscrito é rico em informações para investigar a natureza da sílaba Om, além de ajudar a compreender o Bindu (literalmente “ponto” em sânscrito), o ponto de onde surge toda a criação, símbolo da origem e dissolução de todo o mundo manifestado. Assim sendo, a meditação deve começar pelo bindu: o aspirante se concentra em um ponto (como o ponto entre as sobrancelhas) para adentrar na meditação repetindo Om.

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º º º

Om!

Que minha fala esteja de acordo com a mente;

Que minha mente esteja de acordo com a fala.

Ó, Tu, o autorrefulgente, revele-Se a mim.

Que ambos (mente e fala) sejam os portadores dos Vedas para mim.

Que nada do que já ouvi se separe de mim.

Eliminarei a diferença entre dia e noite através deste estudo.

Falarei o que é verbalmente verdadeiro.

Falarei o que é mentalmente verdadeiro.

Que Brahman me proteja,

Que Brahman proteja o Guru, que Ele me proteja.

Que Brahman proteja o Guru, que Ele proteja o Guru.

Om,

Que haja paz em mim.

Que haja paz em meu ambiente.

Que haja paz nas forças que agem sobre mim.


[Um dos contextos dados à introdução deste Upanishad é que ela se refere ao Vairaja Pranava, uma versão específica do mantra Om. Este Vairaja é tido como o “rei dos pássaros”.]


1. A letra A é considerada a asa direita do pássaro (o Om, Aum); a letra U a asa esquerda; a letra M é sua cauda; o ardha-matra* é conhecido como sua cabeça.


* [O ardha-matra é o quarto “som” após as três letras que formam o Om, “Aum”, e representa um som sutil, não pronunciado. As três letras em Om, que podem ser manifestadas através da fala, representam o mundo material (a manifestação), e o ardha-matra, um não-som (que é diferente do silêncio), já que não pode ser pronunciado, representa o sem-qualidades, o Absoluto.]


2. Os atributos [gunas] de rajas [paixão] e tamas [ignorância] vão de seus [o pássaro] pés para cima até os quadris; sattva [bondade] é o corpo; o dharma é considerado seu olho direito e o adharma o esquerdo.


3. Bhurloka [plano terreno] está situado em seus pés; Bhuvarloka [plano intermediário] em seus joelhos; Suvarloka [plano celestial inicial] em seus quadris e Maharloka [plano celestial intermediário] em seu umbigo. 


4. Em seu coração está situado Janoloka [plano espiritual dos sábios]; Tapoloka [plano espiritual dos praticantes de austeridades] em sua garganta e Satyaloka [a morada de Brahma, o criador] no centro da testa, entre as sobrancelhas.


5 (a). O matra [letra], ou mantra, além de sahasrara (o chakra com mil raios) é explicado a seguir.


5(b)-6(a). Um adepto da yoga que cavalga no hamsa (o cisne) e que contempla o Om não é nem afetado pelas influências cármicas, nem por dez crores de pecados. 


6(b)-7. O primeiro matra [a primeira letra e primeiro som em Om, “a”] tem Agni (fogo) como a deidade que preside (Devata); o segundo matra [a segunda letra e segundo som em Om, “u”] tem Vayu (vento) como Devata; o matra seguinte [a terceira letra e terceiro som em Om, “m”] é luminoso como a esfera do sol e, por último, o ardha-matra, que o sábio reconhece como sendo Varuna, a deidade que preside a água. 


8. Cada um desses matras é composto de três partes (kalas). A isso chamamos de Omkara. Conheça-o através de dharana, ou seja, da concentração em cada uma das doze partes (as variações dos matras produzidas pela diferença de svaras [notas musicais] ou da entonação).


9-11. O primeiro matra é chamado Ghoshini; o segundo, Vidyunmali (ou Vidyunmatra); o terceiro, Patangini; o quarto, Vayuvegini; o quinto, Namadheya; o sexto, Aindri; o sétimo, Vaishnavi; o oitavo, Sankari; o nono, Mahati; o décimo, Dhriti (Dhruva); o décimo primeiro, Nari (Mauni); e o décimo segundo, Brahmi.


12. Se uma pessoa vem a falecer no primeiro matra, quer dizer, enquanto o contempla, renascerá como um grande governante em Bharatavarsha [a Índia].


13. Se falece no segundo matra, ela se torna um ilustre yaksha [ser da natureza]; se falece no terceiro matra, torna-se um vidyadhara [semideus]; se no quarto matra, um gandharva [ser celestial]. Estas três categorias são os anfitriões celestiais. 


14. Caso faleça no quinto matra, o ardha-matra, a pessoa viverá no plano da lua, na posição de um Deva (um ser iluminado), que é altamente glorificado naquela região.


15. Se no sexto matra, a pessoa se fundirá a Indra [chefe dos deuses]; se no sétimo, ela chegará à morada de Vishnu; se no oitavo, encontrará Rudra, o Senhor de todas as criaturas. 


16. Se no nono, chegará a Maharloka; se no décimo, em Janoloka; se no décimo primeiro, em Tapoloka; e se no décimo segundo, ela obtém o estado eterno de Brahma. 


17. Aquilo que está além de todos esses estágios, Parabrahman, que está além dos matras citados, o puro, onipresente, além das partes, sempre refulgente e a fonte de todas as luzes (jyoti, luz espiritual), precisa ser conhecido. 


18. Quando a mente for capaz de superar os órgãos e os gunas (atributos da natureza material) e ficar absorta, sem ter existência separada [do Todo] e sem qualquer ação mental, então o Guru deve instruir para um desenvolvimento mais profundo.


19. Aquele que se dedica a contemplar o Todo e está sempre absorto Nele, deve gradualmente deixar a família, seguindo o caminho da Yoga e evitar qualquer relação com a sociedade.


20. Então ele, estando livre dos laços do karma e da existência como Jiva [entidade encarnada], e por ser puro, desfruta de suprema bem-aventurança ao atingir o estado de Brahman. 


21. Ó sábio, passe sua vida sempre em conhecimento da bem-aventurança suprema, desfrutando de todo o seu prarabdha karma [a porção do karma que está sendo desfrutada na vida atual, como por exemplo o contexto doméstico e o corpo], sem fazer quaisquer reclamação. 


22-23(a). Mesmo após Atma-Jnana (conhecimento do Atma, ou do Eu) ter despertado em alguém, o prarabdha não o deixa. Porém, prarabdha não é sentido após a chegada de Tattva-Jnana (conhecimento de Tattva, ou a verdade) porque o corpo e as outras coisas são asat (irreais), assim como aquilo que é visto em sonho para quem acorda. 


23(b)-24. Aquela porção do karma produzida em nascimentos anteriores, e que é chamada de prarabdha, não afeta em nada o Tattva-Jnani [aquele que possui Tattva-Jnana], uma vez que não haverá renascimento para ele. Assim como o corpo que existe no estado de sonho não é verdadeiro, este corpo material também não é.


25(a). Onde está então o renascimento para algo que é ilusório? Como pode algo ter uma existência quando não há nascimento para ele?


25(b)-26(a). Da mesma maneira como o barro é a causa material do jarro, aprende-se com a Vedanta que Ajnana [ignorância] é a causa material do universo e quando ela deixa de existir, onde então estaria o cosmos?


26(b)-27. Assim como uma pessoa que pela ilusão confunde uma corda com uma cobra, o tolo, desconhecendo satya (a verdade eterna) enxerga o mundo como verdadeiro. Quando ele reconhece que era apenas uma corda, a ideia ilusória da cobra se desfaz.


28-29(a). Quando se conhece o substrato eterno de tudo, e todo o universo se torna vazio, o que é então prarabdha para ele, cujo corpo é parte do mundo? Portanto, a palavra prarabdha é aceita para iluminar o ignorante. 


29(b)-30. Quando o prarabdha, no devido tempo, esgota, aquele que é o som resultante da união de Pranava com Brahman, que é a própria refulgência absoluta e concessor de bondade, faz brilhar a si mesmo quando há a dispersão das nuvens [quando cessa a ignorância]. 


31. O iogue na postura de siddhasana, praticando o Vaishnavi-Mudra, deve sempre ouvir o som interno pelo ouvido direito.


32. O som produzido o deixa surdo a todos os sons externos. Ao ter superado todos os obstáculos, ele adentra o estado de Turiya [situado no ardha-matra de Om] em quinze dias.


33. No início de sua prática, ele ouve muitos sons altos. Eles aumentam gradualmente em tom e são ouvidos cada vez mais sutilmente.


34. A princípio, os sons se parecem com os dos oceanos, das nuvens, de tímpanos [o instrumento musical] e das cataratas. No estágio intermediário, os sons se parecem com a mardala [um instrumento musical de percussão típico da região de Odisha], sinos e buzinas. 


35. No estágio final, os sons se parecem com sinos tilintantes, flauta, vina [instrumento de cordas tido como divino e sagrado] e abelhas. Assim, ele ouve diversas sutilezas.


36. Quando este estágio é alcançado, quando o som do grande tímpano está sendo ouvido, deve-se tentar distinguir apenas os sons cada vez mais sutis.


37. Ele pode mudar sua concentração do som grosseiro para o sutil, ou do sutil para o grosseiro, mas não deve permitir que sua mente desvie desses sons para outros.


38. A mente, tendo inicialmente se concentrado em um dos dois sons, fixa-se firmemente e é absorvida por eles.


39. Ao se tornar insensível às impressões externas, a mente se torna uma com o som, assim como o leite com a água, e depois, rapidamente, se absorve em Chidakasha [o assento da consciência suprema; o akasha (espaço) onde chit (consciência) prevalece].


40. Sendo indiferente aos objetos, o iogue que controla suas paixões, deve, pela prática contínua, concentrar sua atenção no som que aniquila a mente.


41. Ao abandonar todos os pensamentos e livrando-se de todas as ações, deve-se sempre concentrar a atenção no som e então, chitta [a mente] se absorve ao som.


42-43(a). Assim como a abelha que bebe o mel não se importa com o odor dos arredores, chitta, que está sempre absorta no som, não deseja os objetos sensoriais, uma vez que está inebriada pela doce fragrância de Nada e abandonou sua natureza fugaz [a mortalidade]. 


43(b)-44(a). A serpente de chitta, ao ouvir o som Nada, fica totalmente absorta e, ao ficar inconsciente de tudo, concentra-se apenas naquele som.


44(b)-45(a). Este som serve ao propósito de controlar o elefante enlouquecido, chitta, que vagueia pelos jardins dos prazeres que são os objetos sensórios.


45(b)-46(a). Este som serve como uma armadilha para prender os veados - chitta - que também serve como margem para as ondas do oceano mental. 


46(b)-47(a). O som que provém do Pranava [o Om], que é o próprio Brahman, é da natureza da refulgência; a mente se absorve em tal refulgência, onde situa-se a sede suprema de Vishnu.  


47(b)-48(a). O som existe até onde vai a concepção akáshica (Akasha Sankalpa) [concepção espacial]. Para além dela, há o Parabrahman sem som, que é o Paramatma. 


48(b). A mente existe enquanto houver som, mas com a cessação dele, surge o estado da mente chamado Unmani, o estado de existir além da própria mente. 


49(a). Este som está absorto em Akshara (indestrutível) [a sílaba imutável], e o estado sem som é a morada suprema. 


49(b)-50(a). A mente que, junto do prana (vayu, o vento), tem suas afinidades cármicas destruídas devido à concentração constante em Nada, fica absorta no Um imaculado. Não há dúvidas sobre isso.


50(b)-51(a). Muitas miríades de Nadas e muitas mais de Bindus, tudo se absorve no som de Brahma Pranava [o Om (Pranava) do criador (Brahma), ou o “som criador”, uma vez que acredita-se que o mundo manifesto tenha surgido a partir do som].


51(b)-52(a). Livrando-se de todos os estados e de todos os pensamentos, o iogue mantém-se como um morto. Ele é mukta [a liberação]. Não há dúvidas sobre isso.


52(b). Após isso, ele não ouve os sons da concha ou do dundubhi (um tímpano grande).


53. O corpo no estado de Unmani é como uma tora de madeira e não sente calor ou frio, alegria ou tristeza.


54. O chitta do iogue, ao abandonar a fama e a desgraça, está em Samadhi, acima dos três estados.


55. Libertando-se dos estados de vigília e sono [e sono profundo], atinge-se o estado verdadeiro [turiya].


56. Quando a visão espiritual se fixa sem o apoio de nenhum objeto à vista, quando vayu (o prana, a energia vital) permanece parado sem qualquer esforço, e quando chitta fica firme sem nenhum suporte, atinge-se a forma do som interno do Brahma Pranana. Assim é este Upanishad.


Om!

Que minha fala esteja de acordo com a mente;

Que minha mente esteja de acordo com a fala.

Ó, Tu, o autorrefulgente, revele-Se a mim.

Que ambos (mente e fala) sejam os portadores dos Vedas para mim.

Que nada do que já ouvi se separe de mim.

Eliminarei a diferença entre dia e noite através deste estudo.

Falarei o que é verbalmente verdadeiro.

Falarei o que é mentalmente verdadeiro.

Que Brahman me proteja,

Que Brahman proteja o Guru, que Ele me proteja.

Que Brahman proteja o Guru, que Ele proteja o Guru.

Om,

Que haja paz em mim.

Que haja paz em meu ambiente.

Que haja paz nas forças que agem sobre mim.


Aqui termina o Nada Bindu Upanishad, como contido no Rig Veda. 


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Traduzido para o inglês por K. Narayanaswami Aiyar

Traduzido para o português por Mariângela Carvalho

[N. do T.: As informações em colchetes são adendos do tradutor.]

Friday, October 10, 2025

Leituras para o Kali Puja: Kalika Ashtakam e Adya Stotram em português

 

Cena do Devi Mahatmya em que Kali surge a partir da ira de Durga, 

saindo de seu terceiro olho, para derrotar o demônio Raktabija.


A força criadora de Deus, corporificada pela Deusa Kali, é celebrada e invocada durante o Kali Puja, cerimônia de reverências que em 2025 acontece em 20 de outubro. O festival anual é comemorado principalmente na região de Bengala, norte da Índia, e ocorre simultaneamente ao Diwali, o festival de luzes. Adorar Kali é adorar a conquista do bem sobre o mal, o mesmo intuito do Diwali, que simboliza a vitória da luz sobre a escuridão, por isto, o dia de Kali Puja/Diwali é duplamente auspicioso.


O intrincado folclore hindu atribui à energia feminina de Deus toda a criação material. Esta Energia Primordial é chamada de Adya Shakti e encarnou-se no mundo como inúmeras deidades femininas que adornam o panteão indiano, como Kali, Durga, Narayani, Maheswari, Lakshmi, Jagaddhatri e muitas outras. O culto à Mãe Divina reverencia a manifestação do mundo material, gerado no Grande Ventre cósmico de Adya Shakti. 


Em Kali, Adya Shakti é saudada como a energia que destrói os ímpios e consagra os pios, os devotos que a reconhecem como a senhora do tempo, capaz de destruir e regenerar. Sua iconografia assustadora, adornada com cadáveres, reflete o aspecto feroz da energia, a que consome tudo. É Kali que reina kala [o tempo e a morte]. As saudações à Kali e à Adya Shakti trazem compreensão mais aprofundada sobre a energia criadora de Deus e sua atuação, ora como a mãe que nutre, ora como a feiticeira Maya e seus encantos.


Kali se manifesta a partir do terceiro olho de Durga durante o embate desta contra o demônio Raktabija. Aparecendo no mundo material devido à ira de Durga, Kali é a energia que surge para derrotar a iniquidade. Kali e Durga são Adya Shakti. 


Os hinos Kalika Ashtakam [Oito Hinos à Kalika] e Adya Stotram são indicados para se aproximar da energia da potência feminina de Deus, Sua eterna e inseparável Shakti, compreendendo suas projeções e disfarces. A recitação de tais hinos rende frutos como o cessar do medo, coragem espiritual, prosperidade, proteção e presença da Mãe Divina. 

 

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Kalika Ashtakam

Shakti Yantra


Hino composto por Sri Adi Shankaracharya sobre a deusa Kalika. O Kalika Ashtakam é um hino sânscrito de oito versos dedicado à Deusa Kali, a forma feroz e protetora da Mãe Divina. Este texto devocional concentra-se nos poderosos aspectos de Kali como destruidora do mal e protetora dos devotos. Ao contrário das orações a formas mais gentis da deusa, este ashtakam aborda a aparência sombria e aterrorizante de Kali, entendendo que sua natureza feroz representa a proteção divina e a destruição das forças negativas. Os oito versos descrevem a iconografia distinta de Kali – sua tez morena, cabelos soltos e desgrenhados, guirlanda de cabeças e sua dança no peito de Shiva. Essas imagens dramáticas carregam um profundo significado simbólico sobre a superação da morte, do tempo e da ignorância espiritual. O hino progride por diferentes aspectos de seu poder, desde sua aparência física até seu papel como destruidora cósmica de demônios e forças malignas. Cada verso enfatiza tanto sua força aterrorizante quanto sua proteção compassiva aos devotos sinceros que buscam sua ajuda. O Kalika Ashtakam é especialmente popular em Bengala, Assam e outras regiões onde o culto a Kali é forte. Os devotos o recitam durante o Kali Puja, nas noites de lua nova e quando enfrentam dificuldades ou buscam proteção contra inimigos. O hino apela àqueles que precisam da intervenção feroz da deusa em suas vidas – seja para remover obstáculos, destruir influências negativas ou ganhar coragem para enfrentar desafios. O ashtakam serve tanto como uma prece por proteção quanto como um meio de se conectar com o poder transformador da Mãe Negra, que ajuda os devotos a superarem o medo e os obstáculos espirituais. (Fonte: shlokam.org)


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Meditação pré-oração:


1. Saudações à deusa Kalika. 

Em seu pescoço está pendurada uma guirlanda de cabeças decepadas das quais escorre sangue. Ela faz um som terrível que revela seus dentes afiados, sua aparência é horrível de se olhar. Ela está desnuda e reside no crematório. Com o cabelo solto e livre (assim como é toda a sua aparência), seu ser manifesta o imenso desejo de se fundir a Mahakala* para levar os devotos além de samsara. Ela é Kalika, a grande deusa negra. 


* [O termo pode designar tanto o marido de Kali, a deidade Mahakala, como também o Grande (maha) Tempo (kala), ou o tempo não-cíclico, da destruição e criação, que são poderes de Kali.]


2. Saudações à deusa Kalika. 

Em seu par de mãos esquerdas, ela segura uma cabeça e uma espada (símbolos da morte). No par de mãos direitas, ela faz os mudras de vara (que concede bênçãos) e de abhaya (destemor), garantias de levar os devotos para o mundo além da morte. Seu torso bem desenhado fica ligeiramente curvado devido ao peso de seus seios. Seus lábios brilham avermelhados (a cor do sangue) e no canto da boca, um belo sorriso (da morte).


3. Saudações à deusa Kalika.

Seu par de brincos exibe os símbolos de cadáveres (a morte), e ela possui um lindo cabelo longo. Seu cinto reluzente na cintura é feito com mãos postas decapitadas de cadáveres. Ela está montada sobre uma plataforma de corpos e, ao redor, chacais uivam gritos de horror nas quatro direções. Em meio a isso tudo, reina Kali, a grande deusa negra. 


Oração:


1. Saudações à deusa Kalika.

Viranchi (Sri Brahma) e os outros deuses da trindade [Vishnu e Shiva] escolheram os três gunas [atributos] de Kali como suas virtudes. Eles consideram Sri Kalika como sua deidade adorada e por isso se tornaram os pioneiros dentre os devas [deuses]. Tu és sem início, mas és o início de todos os devas (é o poder primordial que dá à luz aos devas). Tu és o início de todos os sacrifícios (o poder primordial para onde todas as oblações são direcionadas). Tu és o início de todos os mundos (o poder primordial que dá à luz aos mundos). Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental.  


2. Saudações à deusa Kalika.

Tu és o poder que enfeitiça os mundos e és o poder que proclama o (ato de) falar. Tu és o poder que nutre os bondosos, e és o poder que destrói os inimigos (os maldosos). Tu és o poder que pode ultrapassar a fala, tu és o poder que pode erradicar a fala (que pode destruir o orgulho vão dos inimigos). Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental. 


3. Saudações à deusa Kalika.

Tu podes conceder o céu (muita prosperidade) e depois, como uma trepadeira que concede desejos, preencher os desejos que nascem na mente, urdidos com grande devoção. Desta forma, o mundo é sempre grato a ti. Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental.  


4. Saudações à deusa Kalika.

Tu obténs grande prazer ao beber sura (bebida que significa bem-aventurança transcendental) e ficas satisfeita com devotos sinceros. Tu sempre se manifestas no coração limpo de impurezas através do néctar da recitação dos nomes de Deus (japa), da meditação (dhyana) e de puja (adoração a Deus). Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental. 


5. Saudações à deusa Kalika.

Tu és uma forma dentro do céu da consciência do regozijo espiritual e fazes sua presença ser sentida ao sorrir gentilmente. Sua forma é como a lua no céu de outono (da consciência espiritual) que reflete um milhão de raios contidos em ti. Os sábios e iluminados sentem sua presença dentro da caverna de seus corações [ou chidakasha, o “céu da consciência”, onde a consciência “reside” e Brahman “aparece”]. Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental. 


6. Saudações à deusa Kalika.

Tu és negra como uma imensa nuvem, é também de um vermelho profundo, e branca. Muitas vezes, assumes várias formas através de sua Yogamaya [poder ilusório]. Tu não és nem uma menina, nem uma senhora e nem de nenhuma idade preenchida com desejos (a juventude). Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental.


7. Saudações à deusa Kalika.

Por favor, perdoe meus erros, uma vez que sua natureza portentosa escondida foi revelada a mim em meio ao mundo. Ela foi revelada pela natureza infantil (dentro de mim) que se purificou pela meditação em ti. Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental.


8. Saudações à deusa Kalika.

Aquele que lê este trabalho com devoção meditativa torna-se grandioso em todos os planos. Enquanto vive neste mundo, obterá os oito siddhis [poderes sobrenaturais] e, após a morte, atingirá a liberação. Nem mesmo os devas conhecem sua natureza transcendental.



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Adya Stotram


Shakti Yantra


O Adya Stotram é uma seleção com vinte versos sobre Adya Shakti, a energia primordial de Deus, revelada por Brahma a Narada Muni, seu filho e um eterno devoto de Vishnu. As descrições do poder criador encarnado como as divindades femininas aludem aos inúmeros nomes e formas de Deus. Com tantos nomes sagrados para referir-se à Mãe do Mundo, este hino recita os principais epítetos da Mãe Divina e sua atuação dentro do mundo fenomênico. Estes versos estão presentes no manuscrito Brahma Yamala Tantra, um dos mais antigos e importantes textos do Shaktismo.


º º º 


1. Om. Saudações reverenciais à Adya Maa.

Ó, meu filho, ouça-me recitar o Adya Stotram, que concede ótimos frutos. Aquele que o recita regularmente com devoção, certamente se tornará muito querido por Vishnu.


2. Saudações à Adya Maa.

Por ouvir este hino e meditar em Adya Shakti [energia primordial], o medo da morte e de doenças não existe minimamente nesta Kali Yuga. Uma mulher sem filhos obterá um filho se ouvir este hino e meditar em Adya Shakti por três pakshas (quinzenas lunares) consecutivamente.


3. Saudações à Adya Maa.

Uma pessoa se livra do aprisionamento em dois meses se ouvir este hino de um Vipra (um vidente) e meditar em Adya Shakti. A mãe cujo filho recém nascido sempre vem a falecer, torna-se uma mãe com filhos que sobrevivem se ouvir este hino por seis meses contínuos. 


4. Saudações à Adya Maa.

Uma pessoa obtém vitória sobre os perigos do barco (quando navega na água), sobre situações difíceis na vida se, durante a batalha, ela recitar este Adya Storam e meditar em Adya Shakti. Tendo escrito este hino e estabelecendo-se no mundo com grande devoção, não mais haverá temor do fogo (destruição) e de ladrões (perda).


5. Saudações à Adya Maa.

Escrever este hino e estabelecer-se num local onde há reis (com grande devoção) torna uma pessoa sempre vitoriosa e agrada a todos os deuses. Om Hrim (ó, Adya Devi), tu és Devi Brahmani em Brahmaloka (a morada de Brahma), e tu és Devi Sarvamangala em Vaikuntha (a morada de Vishnu).


6. Saudações à Adya Maa.

Tu és Devi Indrani em Amaravati (a morada de Indra), e tu és Devi Ambika em Varunalaya (a morada de Varuna). Tu és da forma de Kala (morte) em Yamalaya (a morada de Yama), e tu és da forma de Devi Shubhaa (auspiciosidade) na morada de Kubera. 


7. Saudações à Adya Maa.

Tu és Devi Mahananda, que preside o quadrante sudeste, e tu és Devi Mrigavahini, que preside o quadrante noroeste. Tu és Devi Raktadanta, que preside o quadrante sudoeste, e tu és Devi Shuladharini, que preside o quadrante nordeste. 


8. Saudações à Adya Maa.

Tu és da forma de Devi Vaishnavi em Patala Loka (o submundo), e tu és como Devi Devamohini em Singhala (outro nome para o Sri Lanka). Tu és Devi Serasa em Manidwipa, e tu és Devi Bhadrakalika em Lanka. 


9. Saudações à Adya Maa.

Tu és Devi Rameshwari em Setubandha (Rameshwaram), e tu és Devi Vimala em Purushottama Kshetra. Tu és Devi Viraja em Auddradesha (Odisha), e tu és Devi Kamakhya em Nilaparvata (Assam).


10. Saudações à Adya Maa.

Tu és Devi Kalika em Bengala, e tu és Devi Maheshwari em Ayodhya. Tu és Devi Anapurna em Varanasi, e tu és Devi Gayeshwari em Gaya. 


11. Saudações à Adya Maa.

Tu és Devi Bhadrakali em Kurukshetra, e tu és a suprema Devi Katyayani em Vraja. Tu és Devi Mahamaya em Dwarka, e tu és Devi Maheswari em Mathura. 


12. Saudações à Adya Maa.

Tu resides como o apetite em todos os seres (como Prana Shakti), e tu és a margem do oceano de samsara, que é o objetivo final de todos os seres. Tu és Navami durante Shukla Paksha (o nono dia da quinzena luminosa do calendário lunar), que significa um poder agressivo. E tu és o Ekadashi durante Krishna Paksha (o décimo primeiro dia da quinzena escura do calendário lunar), que significa alegria. Tu és, de fato, Paraa, a suprema acima de tudo. 


13. Saudações à Adya Maa.

Ó Devi, tu és a filha de Daksha, o destruidor de Daksha Yagya (o sacrifício de Daksha). Tu és a adorável Devi Janaki de Sri Rama. Tu és, de fato, a aniquiladora de Ravana.


14. Saudações à Adya Maa.

Ó Devi, tu matastes os demônios Chanda e Munda, e tu és a destruidora de Raktabija. Tu és a matadora dos demônios Nishumbha e Shumbha, e és a matadora de Madhu e Kaitabha.


15. Saudações à Adya Maa.

Tu és Durga que concede Vishnu Bhakti (devoção a Vishnu). Sua presença sempre concede felicidade e liberação. Este Adya Stavam (hino de eulogia à Adya Devi) é auspicioso.


16. Aquele que o recita não temerá a febre (a doença) e obterá os frutos de ir a milhares de peregrinações. Não há dúvidas sobre isso.


17. Que Jaya me proteja pela frente, e que Vijaya me proteja por trás [eles eram os guardiões dos portões de Vaikuntha, a morada de Vishnu]. Que Narayani me proteja a cabeça e que Simhavahini proteja todo meu corpo.


18. A terrível e feroz Devi Shivaduti, a Deusa Suprema, está em todos meus angas (partes do corpo), assim como Vishalakshi, que é Mahamaya (a grande feiticeira), e Devi Kumari e Shankhini, a auspiciosa. 


19. E também Chakrini, aquela com o chakra [a arma celestial], que dá suporte à Jayadhatri (a vitória), intoxicada em batalha (Ranamatta) e muito interessada em batalhas (Ranapriya). E também Durga, Jayanti (a sempre vitoriosa), Kali e Bhadrakali, possuidora do Grande Ventre (Mahodari) que contém todo o universo. 


20. E também Narasimhi e Varahi, que concede siddhis (Siddhidatri) e felicidade (Sukhaprada). Aquela que é Maharaudri, a destruidora do grande medo.


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Traduzido para o português por Mariângela Carvalho

[N. do T.: As informações em colchetes são adendos do tradutor.]

Saturday, September 20, 2025

Leituras para o Navaratri: Devi Suktam e Durga Suktam em português

 

Os nove aspectos da Mãe Divina, ou Navadurgas, cultuados durante o Navaratri:

Shailaputri, Brahmacharini, Chandraghanta, Kushmanda, Skandamata, 

Katyayani, Kalaratri, Mahagauri e Siddhidatri.


A celebração hindu de nove dias em glória à Mãe Divina Durga, o Navaratri, está para começar. Em 2025, a novena vai de 22 de setembro a 2 de outubro, e é uma observância auspiciosa que suscita grande força interior para o praticante. 


O Navaratri invoca nove formas diferentes da Mãe Divina e a vitória de Durga sobre os demônios, história contada no épico Devi Mahatmyam e recitada durante o período. A sadhana da recitação e da leitura de escrituras recomendadas durante o Navaratri é uma das melhores formas de se conectar com o espírito da Adi Shakti (a energia suprema ou a Deusa suprema; Durga é um aspecto de Adi Shakti) que permeia os nove dias, além de ser uma ponte entre o praticante contemporâneo e os antigos rishis da era védica, quando surgiram tais manuscritos e rituais, e de onde foram retirados estes compilados, em especial o Devi Suktam e Durga Suktam, aqui apresentados em português. 


Estes dois suktams fazem parte da “liturgia” Shakta durante o Navaratri e invocam a Mãe Divina de duas maneiras: a Devi que se revela através de suas próprias palavras no Devi Suktam (recitado no início do Navaratri para saudar a chegada da Deusa); e a exaltação de Durga sob o aspecto do fogo da ação (Kriya Shakti) no Durga Suktam, sendo referida no texto como Agni (o Senhor do Fogo), que provê o praticante com a energia e o dinamismo para executar as ações corretas.


Considerando que ambos suktams são milenares e já atribuídos com incontáveis versões e traduções, optamos por utilizar as traduções em inglês disponíveis em shlokam.org, um database bem completo e com versões acuradas de textos sagrados. 


Baixe em PDF: Academia.edu. 


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Devi Suktam


Devi

O Devi Suktam, ou Vaak Suktam, ocorre na décima mandala do Rig Veda Samhita, como o suktam [hino] de número 125. A vidente do mantra é Vak [é dito que os Vedas foram compostos a partir de visões transcendentais recebidas por sábios e sábias], a filha do rishi Ambharnaa, o que resulta no nome completo Vagambharni [este é o nome completo da vidente do mantra, Rishika Vagambharni, que obteve como fruto de sua sadhana a total identificação com a Devi, tendo recebido tais mantras em estado de êxtase divino em Brahman; o Devi Suktam também pode levar o nome de Vakamabharni Suktam]. O devata que preside o mantra também é Vagambharni, o que quer dizer que o vidente se identifica completamente com aquilo que é visto. Muitas interpretações foram atribuídas ao Vak Suktam na literatura hindu devido ao fato de que verbos ou substantivos presentes poderiam ter múltiplos significados. Nesta exposição do texto, tentamos aderir a regras gramaticais rigorosas para restringir um pouco a escolha dos significados. (Fonte: shlokam.org)


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1. Eu me movo com os Rudras, com os Vasus, com os Adityas e também com os Vishvadevas. Eu possuo tanto Mitra quanto Varuna, Indra e Agni, e também os irmãos Ashvin.


2. Eu carrego o Soma prensado, e também Tvashtri, Pushan e Bhaga. Concedo riqueza ao possuidor de oblação, ao zeloso instituidor de sacrifício e ao praticante do sacrifício de Soma.


3. Eu sou a Rainha, a coletora de vasus (tesouros), conhecedora de  Brahman, a primeira chefe do objeto de yagna (a adoração). Os deuses me dispersaram em diversos locais. Por ter muitas moradas, permeio (ou domino) muito[a]s [muitos seres e muitas moradas].


4. Aquele que come, que vê, que respira, que ouve as palavras faladas, o faz somente através de mim. Mesmo aqueles que não Te percebem (Vishnu) habitam perto de mim. Ouçam-me, aqueles que são capazes de me ouvir! Eu falo com vocês, os que creem. 


5. Eu mesma digo, eu que sou apreciada tanto por deuses quanto por homens: a quem eu desejar, eu o torno poderoso, bem versado no conhecimento e um sábio.


6. O arco que estendo em direção à flecha de Rudra é com o propósito de aniquilar o detrator de Brahman. Eu luto pelas pessoas. Eu permeio o céu e a terra.


7. Eu gero o pai no cume deste céu. Minha fonte está nas águas, no oceano interior. A partir dali, eu me espalho entre todas as criaturas junto ao onipenetrante, e com o vértice [da flecha], toco aquele céu [Vishnuloka].


8. Eu apenas respiro, como o vento, enquanto mantenho todas as criaturas vivas. Tão vasta me tornei, possuo tanta grandeza que estou além do céu e desta terra. 


Om

Paz, paz, paz. 


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Durga Suktam


Durga

Esta é uma prece ao deus do fogo, Agni, que está contida na seção dois do Maha Narayana Upanishad. Agni, o deus do fogo, simboliza o poder da ação. A Deusa Durga simboliza dinamismo, energia, diligência e o poder da ação com propósito (Kriya Shakti). Os versos se dirigem a Agni, e há indícios de que também sejam endereçados à Mãe Durga. O Durga Suktam é uma parte importante do Sri Vidya Suktam. (Fonte: shlokam.org)


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1. Oferecemos oblações de Soma a Agni. Que Agni queime aqueles que são contra nós. Que ele nos guie pelas dificuldades, como um barqueiro que atravessa o rio em seu barco.


2. Eu tomo refúgio na Deusa, que tem o brilho do fogo, que é radiante devido a sua penitência, que concede o fruto de todas as ações e a quem é difícil de obter. Ó Durga, reverenciamos a ti, que é hábil em nos fazer superar todas as dificuldades.


3. Ó Agni! Tu és digno de todos os louvores. Guia-nos em segurança para além de todas as dificuldades. Que nossa terra e nosso solo sejam abundantes. Abençoe nossos filhos e os filhos deles com felicidade.


4. Ó destruidor de todas as dificuldades! Resgate-nos das dificuldades, assim como alguém que atravessa o rio em um barco. Ó Agni! Proteja nossos corpos com diligência como Atri, que se preocupa com o bem-estar de todos os seres. 


5. Da assembleia suprema, invocamos Agni, que ataca e derrota todos os inimigos e é temível. Que este Agni nos proteja e nos guie para além de tudo que é transitório, de todas as dificuldades e de todos os pecados. 


6. Ó Agni! Tu que és adorado em sacrifícios, multiplique nossa alegria. Tu estás presente nos sacrifícios e és sempre louvável. Conceda-nos alegria ao nos considerar como seu próprio corpo. Traga-nos boa fortuna de todos os cantos. 


7. Ó Indra onipenetrante, tu que és desapegado. Nós te seguiremos, abençoados com gado e felicidade. Que aqueles que vivem nas alturas do céu me abençoem com o mundo de Vishnu nesta mesma vida.


Conhecendo a filha de Katyayana [a filha do sacerdote védico Katyayana é a deusa que leva o mesmo nome e uma das nove divindades cultuadas durante o Navaratri], meditamos nesta jovem virgem. Que Durga nos inspire a atingir o objetivo.


Om

Paz, paz, paz.


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Traduzido para o português por Mariângela Carvalho

[N. do T.: As informações em colchetes são adendos do tradutor.]

Tuesday, July 15, 2025

Sri Sarada Devi - Modelo de Virtude (livro de Swami Purushottamananda)


Swami Purushottamananda ressalta as virtudes da Santa Mãe Sri Sarada Devi em um texto fácil e prático para o dia-a-dia de todos os aspirantes espirituais. Discernimento, simplicidade, gratidão e humildade: a receita perfeita para viver num mundo confuso, complicado, ingrato e egoísta. Quem mais ensinaria tanto assim se não a verdadeira Mãe Divina?

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Os Últimos Dias de Radhu

Cena que retrata o momento em que Sri Sarada Devi tem uma visão de  Sri Ramakrishna sobre a sobrinha Radhu Este texto curto é um post feito ...