Neste Upanishad é revelado o segredo para fazer a travessia correta (santarana) na época de ferro (Kali Yuga), através de um curto diálogo entre o eterno devoto Narada com Brahma. Como proceder nesse mar de ilusão e dualidades, que é a vida material, está ao alcance de todos, como explicado pelos sábios.
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Om! Que Ele nos proteja, que Ele nos alimente.
Que possamos trabalhar juntos com grande energia.
Que nosso estudo seja vigoroso e eficiente.
Que não disputemos mutuamente (ou, que não odiemos ninguém).
Om! Que haja Paz em mim!
Que haja Paz no ambiente!
Que haja Paz nas forças que agem sobre mim!
Hari Om!
Ao final da Dwapara Yuga [quando Sri Krishna deixa o corpo, findando assim a Terceira Era], Narada foi até Brahma e se dirigiu a ele desta maneira: “Ó Senhor, como posso eu, que perambulo pela Terra, ser capaz de atravessar Kali?”. Brahma respondeu: “Bem perguntado. Ouça com atenção aquilo que todos os Shrutis (os Vedas) mantêm em segredo e guardado, com o qual pode se atravessar samsara (a existência terrena) de Kali. Livre-se (dos efeitos nocivos) de Kali através da mera repetição do nome do Senhor Narayana, que é o Purusha [alma suprema] primevo”.
Narada perguntou novamente: “Qual é o nome?”, ao que Hiranyagarbha (Brahma) respondeu:
“Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare”
“Esses dezesseis nomes (palavras) são destruidores de todos os efeitos nocivos de Kali. Não há melhor maneira do que essa em todos os Vedas. Esses dezesseis nomes destroem a avarana - ou a força centrípeta que produz o sentido de individualidade - da Jiva, que está rodeada pelos dezesseis kalas (raios). Então, assim como a esfera do sol brilha plenamente após as nuvens que o cobriam dissiparem, o Parabrahman [Paramatma] brilha.”
Narada perguntou: “Ó Senhor, quais são as regras que devem ser observadas referentes a isso?”. Brahma respondeu que não há regras. Quem, em estado puro ou impuro, profere estas palavras sempre, alcança o mesmo mundo, ou proximidade, ou a mesma forma, ou absorção em Brahman.
Quem proferir três crores e meio (trinta e cinco milhões) de vezes este Mantra composto por dezesseis nomes supera o pecado de assassinar um Brâmane. Ele se purifica do pecado de roubar ouro. Ele se purifica do pecado da coabitação com uma mulher de casta baixa. Ele se purifica dos erros cometidos com os pritis [antepassados], Devas [deuses] e homens. Libertando-se de todos os Dharmas, ele se liberta de todos seus pecados de uma vez por todas. Ele é liberado de toda a servidão de uma vez por todas.
Que ele seja liberado de toda a escravidão. Assim é este Upanishad.
Hari Om Tat Sat.
Om! Que Ele nos proteja, que Ele nos alimente.
Que possamos trabalhar juntos com grande energia.
Que nosso estudo seja vigoroso e eficiente.
Que não disputemos mutuamente (ou, que não odiemos ninguém).
Om! Que haja Paz em mim!
Que haja Paz no ambiente!
Que haja Paz nas forças que agem sobre mim!
Aqui termina o Kali Santarana Upanishad, como contido no Krishna Yajur Veda.
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Traduzido para o inglês por K. Narayanaswami Aiyar
Traduzido para o português por Mariângela Carvalho
[N. do T.: as informações em colchetes são adendos do tradutor.]
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